- Data
- quinta-feira, 8 de outubro de 2026(6 dias)até sábado, 17 de outubro de 2026
- Local
- Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense, Seixal, Seixal (Setúbal)
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Sobre este evento
A 27.ª edição do 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗦𝗲𝗶𝘅𝗮𝗹𝗝𝗮𝘇𝘇 reflete um trabalho consolidado ao longo de 30 anos, apresentando uma programação que celebra os rumos do jazz atual – um jazz que, apesar de conhecedor da tradição, é diversificado, inventivo e permeável a novas linguagens e explorações sonoras. Na edição deste ano, celebramos a tradição do jazz que nos trouxe até aqui, mas também os caminhos por ela abertos à inovação e conceptualização, enquanto música que, para lá de si mesma, se abre a outras expressões culturais, reflete influências que lhe são externas e pensa o mundo. Destas tendências são claros exemplos os músicos americanos desta edição. O supergrupo Fire & Water, liderado pela pianista 𝗠𝘆𝗿𝗮 𝗠𝗲𝗹𝗳𝗼𝗿𝗱, profundamente inspirado na obra do artista visual Cy Twombly. O compromisso com a história afroamericana e com a arte gráfica de Jean Michel Basquiat, de 𝗝𝗮𝘀𝗼𝗻 𝗠𝗼𝗿𝗮𝗻. E a abordagem dos temas da liberdade e do legado dos ancestrais na exploração de diversos estilos da música negra americana presente na arte de 𝗖𝗵𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗲 𝗗𝗮𝘀𝗵𝗶𝗲𝗹𝗹. Do mesmo modo, a londrina 𝗖𝗮𝗺𝗶𝗹𝗹𝗮 𝗚𝗲𝗼𝗿𝗴𝗲 apresenta um estilo musical que é uma mistura hipnotizante de afrofuturismo, hip-hop e jazz, com uma forte dimensão cultural e política relacionada com a sua identidade, linhagem e herança nigerianas. O trio de 𝗟𝘂í𝘀 𝗩𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 convida dois músicos do outro lado do Atlântico para desafiar fronteiras entre estrutura e liberdade, lirismo e abstração. E 𝗛𝘂𝗴𝗼 𝗖𝗮𝗿𝘃𝗮𝗹𝗵𝗮𝗶𝘀 apresenta a súmula de uma pentalogia discográfica que se debruça sobre temas conceptuais e recebe inspirações em diferentes estilos musicais, assim como influências cinematográficas e literárias. De igual modo, o 𝗦𝗲𝗶𝘅𝗮𝗹𝗝𝗮𝘇𝘇 𝗖𝗹𝘂𝗯𝗲, com o seu ambiente informal e uma programação gratuita que privilegia a apresentação de grupos nacionais de jazz e música improvisada, colocando ênfase em projetos emergentes, tem também a mesma marca de um jazz que não está fechado sobre si próprio. Esta evidência está nos diálogos estabelecidos com as obras literárias de Haruki Murakami, no caso da atuação de 𝗝𝗼ã𝗼 𝗣𝗿ó𝘀𝗽𝗲𝗿𝗼, e de Vírginia Wolf, como acontece no concerto que nos traz 𝗙𝗶𝗹𝗶𝗽𝗮 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰𝗼, mas também com o livro bíblico de Eclesiastes, o desafio assumido por 𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼. Com 𝗡𝗮𝗿𝗰𝗼𝗹𝗲𝗽𝘀𝘂𝘀, cinco jovens músicos de Lisboa, Copenhaga e Amesterdão, exploram a estética alemã e pós-tonal do dodecafonismo, corrente musical do século XX que não se esgota, nem nasce no jazz. Já 𝗕𝗿𝘂𝗻𝗼 𝗣𝗼𝗻𝘁𝗲 assume influências que bebem no jazz, mas também na música tradicional madeirense, no blues e no metal, para construir uma narrativa que é também uma metáfora para a própria evolução artística do jovem músico. E, por fim, 𝗝𝗼𝗮𝗻𝗮 𝗥𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹 deixa-se inspirar pela música tradicional portuguesa e apresenta um projeto que tem tanto de musical como de poético e que assume uma importante componente visual. Vinte sete edições, trinta anos de percurso – a acompanhar o melhor que o jazz dentro e fora de fronteiras tem para oferecer – dão-nos a maturidade, a confiança e o saber para um programa que aceita e reconhece as sementes que os músicos contemporâneos de jazz recolhem de diferentes influências, expressões e experiências artísticas, mas também das perceções e leituras do mundo em que vivem. Uma oportunidade para celebrarmos a semente, a sementeira e a diversidade dos seus frutos. Com este programa saudamos e afirmamos a nossa crença e respeito por uma tradição que persiste, porque também inova. O festival, enfim, permanece, porque é sempre o mesmo e sempre o mesmo, porque se renova. E o jazz, de algum modo, sempre o mesmo e sempre novo. Porque o festival, como o jazz, no mundo, e aqui à beira Tejo, é sempre outra coisa. PROGRAMA COMPLETO: https://www.cm-seixal.pt/seixaljazz/2026/seixaljazz-2026 BILHETEIRA:https://seixal.bol.pt/
